Luciano foi localizado morto em outubro do ano passado
A Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado no Rio Ligeiro, em Ibiaçá, em outubro do ano passado, é do tapejarense Luciano Dutra da Silva. O homem, conhecido como Manduca, era morador do Bairro Treze de Maio e estava desaparecido desde o dia 31 de agosto.
Manduca foi localizado por pescadores, que avistaram o corpo boiando próximo à Barragem da Mux Energia, em Ibiaçá. Na ocasião, a vítima já apresentava um avançado estado de decomposição, o que dificultou a identificação imediata e a determinação da causa da morte.
Apesar de não ter sido identificado oficialmente, a família de Luciano chegou a reconhecer o corpo à época, mas aguardava a confirmação oficial, com o resultado do exame de DNA.
De acordo com o comissário de polícia Silvano Boff, da delegacia de Ibiaçá, os exames complementares indicaram que o corpo estava no Rio Ligeiro há cerca de três a cinco dias antes de ser localizado, sugerindo que a morte de Luciano não ocorreu logo após o seu desaparecimento. "A morte provavelmente aconteceu entre três a cinco dias antes de o corpo ser encontrado, dado o estado de decomposição e as evidências observadas", afirmou Boff.
“Isso é algo que nos causa estranheza, porque, inicialmente, imaginávamos que a morte pudesse ter ocorrido logo após o desaparecimento", completou.
A necropsia realizada em Porto Alegre confirmou a hipótese de homicídio. Conforme o policial, foram encontrados dois ferimentos no corpo de Luciano. Um orifício na região do peito, que se tratava de um disparo de arma de fogo, e outro nas costas, indicando que o projétil tenha transpassado a vítima. O projétil, no entanto, não foi localizado.
À época do desaparecimento, familiares e amigos realizaram buscas pela vítima, com o auxílio do Corpo de Bombeiros Voluntários e apoio do Sargento Calegari, da reserva remunerada do Corpo de Bombeiros Militar, com a cadela de buscas Raika, mas sem sucesso.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime. Exames toxicológicos, de sangue e de conteúdo gástrico ainda estão sendo analisados para apurar outros detalhes sobre o caso.
Qualquer informação que possa auxiliar na investigação, pode ser repassada, em sigilo, à Polícia Civil. “Com o intuito de colaborar para apurarmos o que realmente aconteceu”, concluiu o policial.
Jornalismo Rádio Tapejara
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