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AGRICULTURA
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10/05/2017 08h00
Credores e agricultores entram em acordo para quitar prejuízo milionário da Cereais Planalto
Decisão não foi unânime. Alguns agricultores insatisfeitos.
 
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Plano propõe pagamento em um prazo de 15 anos com valores de bens bloqueados pela Justiça e com aluguéis de armazéns da empresa. (Foto: Alessandra Staffortti / Rádio Tapejara)

O prejuízo milionário deixado pela Cereais Planalto, aqui em Tapejara, começará a ser quitado. A maioria dos credores e agricultores aceitaram um plano proposto de pagamento das dívidas em um prazo de 15 anos. O acordo ocorreu em assembleia realizada em Tapejara na manhã desta terça-feira, dia 09.

Mais de 400 agricultores participaram da votação, e 59% aceitaram receber o valor de bens bloqueados no processo, e principalmente a quantia de aluguéis de armazéns da empresa, acumulados em R$ 6,9 milhões, que serão divididos entre vários credores e produtores, de acordo com percentual de dívidas.

Esse valor, no entanto, equivale a cerca de 10% do total do prejuízo. Cerca de R$ 1,5 milhão deve ser destinado aos 700 agricultores lesados. O restante da dívida deve ser abatida ao longo dos 15 anos acordados, com a rentabilidade dos alugueis.

Juntos, os agricultores somam mais de R$ 60 milhões em prejuízos. A empresa recebia grãos dos agricultores, mas também negociava além da lavoura. Funcionava como uma financeira irregular, oferecendo rendimentos mais altos que o mercado.

Advogados que representam a Cerealista Planalto não foram autorizados pelo proprietário a conceder entrevistas.

Pequenos agricultores, como Natálio Vitalino Guerra, foram prejudicados. "O milho que era para minha criaçãozinha, minhas vaquinhas", lamenta.

Grandes produtores de soja também foram afetados. "R$ 92 mil em dinheiro. Só não perdi mais porque vendi, pouco tempo antes, 20 sacas de soja, fui ao banco para receber e não tinha saldo, aí não entreguei mais produtos", conta o agricultor Agenor Joulis.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tapejara diz que os agricultores estão angustiados. "Sentimos uma tristeza dos agricultores, uma angústia muito grande. Praticamente vão receber muito pouco do que tem em a ver, quem sabe 3% a 4% no primeiro momento e, num segundo, quem sabe, menos ainda o ano que vem", desabafa Adagir Coronetti.

Por:

G1/RS

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