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LAGOA VERMELHA
SAÚDE
07/04/2017 07h56
Hospital de Lagoa Vermelha pode fechar
Prefeituras alegam não poder aumentar verbas.
 
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(Foto: Divulgação)

A única instituição de saúde de Lagoa Vermelha, aqui de nossa região, corre o risco de fechar. A fundação que administra o Hospital São Paulo diz não ter mais condições financeiras de manter o serviço. Mensalmente, faltam R$ 250 mil para pagar as contas.

A instituição atende outros três municípios da região e é referência para mais de 40 mil pessoas. Nesta semana, os funcionários começaram a receber o aviso prévio.

Daiane Vargas trabalha como enfermeira há cinco anos no local. Vinte colegas dela já receberam o aviso e ela teme ser a próxima. “Somos profissionais especializados. Temos família e é daqui que tiramos os nossos sustentos. Então, onde vamos trabalhar?”, lamenta.

A Fundação Araucária é dona do hospital. Para manter os atendimentos, recebe recursos do governo estadual e de prefeituras de quatro cidades: Lagoa Vermelha, Capão Bonito do Sul, Caseiros e Ibiraiaras.

Como não está conseguindo manter o hospital com o que recebe, a fundação quer que as prefeituras aumentem o valor do repasse. A direção do hospital diz que todos os meses faltam cerca de R$ 250 mil para fechar as contas.

O problema maior, segundo a instituição, é o baixo valor repassado para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que correspondem a 95% dos serviços prestados. A fundação Araucária garante que se o impasse não for resolvido até o final de maio, as atividades devem ser encerradas.

“Ou vai haver uma contrapartida maior dos municípios ou, realmente, não se tem o que fazer com relação a esse alto percentual de atendimentos pelos SUS aqui em Lagoa Vermelha”, afirma o diretor do Hospital São Paulo, Valdir Gelain.

Os municípios, no entanto, dizem que não têm condições de aumentar o valor repassado ao hospital. Ainda não há um acordo para renovação dos convênios.

“O repasse que a fundação Araucária solicitou do município é igual ao valor que o estado repassa e isso corresponderia a cerca de 40% do orçamento total da saúde de Lagoa Vermelha, o que torna praticamente inviável aceitar esses termos tendo em vista que outros serviços de extrema importância que são obrigação do município, como a atenção básica, poderiam ser comprometidos”, explica o prefeito de Lagoa Vermelha, Gustavo Bonotto.

A mesma situação é relatada pela administração da cidade de Caseiros. As prefeituras afirmam que estão em busca de alternativas. O hospital presta atendimentos de baixa e média complexidade e a população teme o fim dos serviços. “Seria lastimável o fechamento do hospital”, diz o auxiliar de reciclagem Paulo César Pértile.

Fonte:

G1/RS

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